sexta-feira, 21 de maio de 2010

Pra Acordar e Sorrir

Depois de sonhar, olhava pro céu. Era a previsão de tempo, só que da mente.
Com sol ela sorria, levantava devagar, bocejava com o jasmim.
Sol e frio eram ainda melhores. Chegava a cantar por dentro, agradecendo o céu doce (sempre imaginou com gosto de anis).
Com chuva, era cinza. Se afundava nos sonhos e pedia pra voltar só depois da luz. O sorriso nascia depois da água morrer.
Quase gostava dos dias nublados. Quase sorria, quase cantava.
Melhor era se o sol pintasse as nuvens de fogo, pra encharcar o céu de cor. E lá no fundo, enscondida atrás do esplendor, a lua sorria. Ah, aí era quando mais gostava. Sol e Lua no mesmo céu, dividindo sabor anis, disputando atenção e olhares.
A Lua ganhava o dela, e de brinde, seu coração.
Com certeza, os melhores dias. Sorria por fora, mais ainda por dentro. Cantava alto e recebia aplausos, segunda voz de sabiá.
Eram os dias da noite.

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